É POSSÍVEL SER FELIZ NO TRABALHO ?

A qualidade do meio ambiente das Equipes de trabalho  é diretamente influenciada pela cultura da Instituição onde estão inseridas sendo que, naquelas onde se prima pela comunicação eficaz, pelo compartilhamento de informações e experiências,  vivencia-se a felicidade e multiplicam-se os resultados.

Em outras unidades, porém, onde predominam a omissão de informações, a competição acirrada e a manipulação, constata-se a baixa qualidade do ambiente e seus reflexos negativos sobre o bem estar e a produtividade.

 
No centro da questão está o ser humano, verdadeiro agente transformador, sensível às ações da liderança e à qualidade do meio ambiente corporativo. 
 
À partir dessa constatação, torna-se necessário repensar aspectos da qualidade de vida corporativa, muitas vezes arraigados na própria cultura da Organização, cuja nocividade comumente se evidencia pelo elevado número de conflitos e de absenteísmo.

Afirmar que o clima influencia a produtividade nos leva à conclusão de que o nível de satisfação dos membros da equipe deve estar sempre no centro das atenções das lideranças, já que a maneira como se sentem nossos colaboradores irá influenciar diretamente os resultados da unidade.

Pessoas felizes produzem mais, adoecem menos, estão sempre buscando aprimoramento e possuem um nível superior de comprometimento com a equipe e os objetivos institucionais.  De outro ângulo, possuem autoestima elevada e se sentem capazes.

Assim, deve ser preocupação constante das lideranças o monitoramento da qualidade do ambiente de trabalho, através da observação de como se sentem seus liderados em relação às atividades desenvolvidas e como compreendem seus papéis em relação ao todo.

De forma objetiva podemos elencar algumas ações responsáveis pela felicidade no trabalho: SEGURANÇA, TAREFAS DESAFIADORAS, AUTONOMIA, REMUNERAÇÃO e HORÁRIO FLEXÍVEL.

Em um ambiente de desconfiança e ameaças, nenhum colaborador irá produzir resultados de excelência, assim como tarefas repetitivas por tempo indeterminado não irão contribuir para a inovação.  Como lideranças devemos buscar lançar novos desafios, de acordo com as habilidades de cada um e permitir que cada um realize suas atividades com autonomia, fornecendo apoio acaso seja solicitado.  Muita intromissão e controle apequenam as capacidades individuais.

Precisamos nos cercar de cuidados quando da delegação, mas uma vez definido e entregue o desafio, é preciso permitir que o colaborador se organize e defina seus métodos, sempre balizados pelos objetivos institucionais.  O que não significa abandoná-lo, mas empoderá-lo a fim de que possa ser vitorioso na realização daquilo que lhe foi confiado.

Quanto à remuneração, cada um deve ser remunerado de acordo com a complexidade das funções desempenhadas para evitar que os colaboradores busquem novos locais de trabalho, para onde irão levando seu conhecimento e habilidades.  Esse item se reveste de complexidade quando se trata de serviço público, onde a estrutura remuneratória se mostra rígida, com poucas opções, mas ainda assim permite a alocação de determinadas gratificações de acordo com o nível de responsabilidade.  O que não se pode negar é que, baixa remuneração promove insatisfação, êxodo ou desestímulo, tornando as equipes menos felizes e pouco produtivas.

Finalizando, acreditamos que o horário flexível seja um excelente aliado da manutenção de um meio ambiente saudável nas equipes, o que equivale a dizer que jornadas rígidas, que não consideram as diferenças existentes nas equipes e valorizam a quantidade de horas sem qualquer vinculação com o atingimento de metas são indesejáveis e na maior parte das vezes improdutivas.

O ideal é ponderar as necessidades e interesses individuais com os objetivos e metas da unidade, buscando encontrar uma fórmula que atenda a ambos.  Um colaborador à partir de necessidades pessoais reais e justificáveis,  com horário de entrada e saída diferenciado, sem prejuízo para a jornada semanal, exercerá suas funções com muito mais empenho e bem estar, acelerando sua produtividade.  Simples assim.

Felicidade no trabalho pode sim ser uma realidade nas equipes e sua instalação em nosso “metro quadrado” depende muito mais de nosso querer e agir do que de recursos indisponíveis.  Nesse sentido,  pequenas ações e mudanças de paradigmas são os nossos maiores aliados e aguardam apenas por nossa própria determinação.

Felicidade no trabalho não é ilusão, é uma questão de opção.

Eu já fiz a minha opção…vou ser feliz!

E você, o que decide?
 

 
 
 
 
 
 
 

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